A DAMA E O VAGABUNDO

devA DAMA E O VAGABUNDO é um grande clássico de animação da Disney, lembrado por conter uma das cenas mais românticas do cinema, quando a refinada cadelinha Dama e o rústico vira-lata Vagabundo compartilham um prato de macarrão com almôndegas ao som da canção “Bella Notte”.

Lançado nos cinemas em 22 de junho de 1955, o animado foi um sucesso instantâneo, tornando-se o filme mais rentável da Disney desde CINDERELA e o maior sucesso do ano, embora tivesse recebido uma considerável parcela de críticas negativas (que hoje não têm o menor valor, pois A DAMA E O VAGABUNDO mantém-se como uma das animações mais queridas do estúdio).

SINOPSE

Embarque em uma incrível aventura com os inesquecíveis personagens: Lili, a adorável e mimada cocker spaniel: Vagabundo, o vira-lata com um coração de ouro; Joca e Fiel, os melhores amigos de Lili; e Si e Am, os gatos mais mal-intencionados que já passaram pelas telas. O mais feliz dos finais acontece numa bella notte, quando Lili finalmente aprende o que é ser livre e solta.

ELENCO – INGLÊS

A refinada cadelinha Dama foi dublada por Barbara Luddy, cuja voz também pode ser ouvida em A BELA ADORMECIDA, como a fada Primavera, e em ROBIN HOOD como uma ratinha que vive na igreja. Larry Roberts fez em A DAMA E O VAGABUNDO sua única atuação, como o vira-latas Vagabundo.

Bill Thompson, veterano cuja voz pode ser ouvida em ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS (Coelho Branco, Dodô), PETER PAN (Sr. Smee e alguns piratas), A BELA ADORMECIDA (Rei Humberto), fez sua participação mais marcante em A DAMA E O VAGABUNDO, dublando Joca, Bull, Dachsie, Joe e o Guarda do Zoológico. A dublagem de Fiel ficou á cargo de Bill Baucom.

Peggy Lee, estrela nos anos 1950, além de trabalhar como compositora, também dublou a cadela Peg, os malvados Si e Ão e Querida. Quando o filme foi lançado em VHS, Peggy Lee processou o estúdio porque o contrato que havia assinado não incluía os subsequentes lançamentos em Home Video. Em 1991, Peggy foi recompensada com $2.3 milhões de dólares.

O cômico castor recebeu a voz de Stan Freberg, e a malvada Tia Sarah foi dublada por Verna Felton (que também trabalhou em DUMBO, como uma das elefantas, CINDERELA, como a Fada Madrina, ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, como a Rainha de Copas e A BELA ADORMECIDA como Flora).

PRODUÇÃO/ CURIOSIDADES

- No final dos anos 1930, Joe Grant, um dos maiores artistas dos Estúdios Disney (conhecido por ter desenhado a bruxa de BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES), deu início á produção de A DAMA E O VAGABUNDO. Baseado no que acontecia na sua casa, onde havia uma bela cadelinha Springer Spaniel chamada Dama, que estava sendo posta de lado devido ao nascimento de sua filha, Joe começou a escrever sua história, que mostrava Dama e seus conflitos com uma perversa senhora que muda-se para a casa de seus donos com dois gatos mais mal-intencionados ainda. Do final dos anos 1930 até o início dos anos 1940, vários artistas trabalharam na história, adicionando ideias como a existência de dois pretendentes para Dama: O refinado caçador russo Boris e o vira-latas Homer. Somente em 1943, Walt viu toda a compilação e simplesmente a detestou, pois tudo o que viu foi charme – e sabia que somente charme não faria uma história funcionar. Assim, o projeto foi posto de lado, e só foi retomado algum tempo depois, quando Walt leu um artigo de uma revista escrito por Ward Greene, chamado “Happy Dan, the Cinical Dog” (O cão cínico), que viria a ser o vira-lata de A DAMA E O VAGABUNDO. O contato e contraste entre Dama e o Vagabundo completava todo o projeto. Ainda assim, a produção efetiva não pôde ser iniciada, devido ao destroçamento econômico trazido pela 2ª guerra mundial: Apenas em 1950 a ideia foi retomada mais uma vez. Nesta época, Joe Grant já tinha saído do estúdio, devido á desavenças com Walt.

- A última decisão a tomar antes de dar início á animação, foi o nome do protagonista: Homer, Rags e até Bozo – várias foram as sugestões até Walt gerar polêmica ao optar por Vagabundo.

- Algo que incomodava Walt era o fato de estar fazendo uma história começada do zero. Assim, pediu á Ward Greene que escrevesse uma versão romanceada da história, lançada em 1953. A partir daí, o filme da Disney baseava-se neste livro, ignorando totalmente os conceitos de Joe Grant. Para completar, a equipe associou a fonte da história ao suposto fato de Walt ter dado uma cadelinha de presente á sua esposa, causando um grande descontentamento entre a família de Joe Grant.

- A DAMA E O VAGABUNDO evoca um período mais simples dos Estados Unidos, que serve de pano de fundo para uma das mais complexas histórias de Walt Disney. São exemplos disto a noite que os protagonistas passam juntos. (muitas pessoas não chegam a pensar nisto, mas este fato é bem esclarecido quando Joca e Fiel propõem-se a casar-se com Dama e quando ela tem filhotes) e a exibição de uma cena que mostra um pobre vira-latas ser executado no canil. Inteligentemente mostrada com sombras, esta sequência deixa claro o perigo que Vagabundo passa quando é capturado pela carrocinha.

- O rato ameaçador que tenta atacar o bebê foi inicialmente planejado para ser um personagem cômico. A necessidade de criar tensão eliminou esta ideia.

- Originalmente, Fiel morreria após a perseguição á carrocinha. Foi Peggy Lee, dubladora da cadelinha Peg, que convenceu a produção a mostrá-lo vivo na cena final.

- O belíssimo e verossímil trabalho de animação que é o resultado final requisitou que os animadores observassem cães por horas, para reproduzir fielmente seus movimentos.

- Milt Khal quase sempre era incubido de animar o herói (como o príncipe de CINDERELA e Peter Pan), e  A DAMA E O VAGABUNDO não foi uma exceção: Vagabundo é o produto de uma gloriosa parceria de Milt com Frank Thomas.*

- Quando Frank Thomas fez os primeiros storyboards da sequência em que Dama e Vagabundo comem um prato de macarrão e acabam se beijando, Walt não gostou, achando que aquilo simplesmente quebraria o tom romântico do filme por não ser algo sutil.  Mas quando Frank insistiu e animou a cena inteira, Walt simplesmente adorou o resultado, assim como o público. Esta tornou-se a cena mais famosa do filme e ainda hoje é tida como uma das mais românticas do cinema (já foi inclusive parodiada em A DAMA E O VAGABUNDO II).

- Claude Coats , especialista em criar detalhes sem dispersar o espectador do foco, foi o principal responsável pelos cenários do filme, mas Mary Blair
(ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, PETER PAN) e Eyvind Earle (A BELA ADORMECIDA) também exerceram grande influência em várias cenas . Claude produziu várias maquetes para serem usadas como referência para a criação dos cenários.

- Nos anos 1950, com o surgimento da televisão, sentia-se a necessidade de inovar alguma coisa nos cinemas, para evitar sua decadência. Surgiu então o CinemaScope, que trazia uma tela mais larga. Quando Walt decidiu que A DAMA E O VAGABUNDO seria produzido neste processo, a equipe teve que modificar os cenários, de modo a torná-los mais largos.

- O filme é mostrado totalmente do ponto de vista de um cão: Tudo é definido pelo chão, não pelo céu.

- O design de Vagabundo foi inspirado por uma cadela vira-latas que os animadores salvaram da carrocinha.

- Uma cena cortada traria Vagabundo mostrando á Dama como seria o mundo se os cães possuíssem os humanos.

- Querido e Querida originalmente se chamavam Jim Brown e Elisabeth.

- Quando estreou em 1955, A DAMA E O VAGABUNDO foi um sucesso instantâneo entre o público, arrecadando excelentes $40.3 milhões de dólares*, superando assim a bilheteria dos antecessores PETER PAN e ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS. Relançado nos cinemas em 1962, 1971, 1980, e 1986.

*Valor em milhões de dólares. Inclui relançamentos. Ajustados $555.7 milhões de dólares.

- Embora o sucesso nas bilheterias fosse estrondoso, uma grande parcela de críticos desaprovou o filme em 1955.an

- O American Film Institute fez um ranking das 100 melhores histórias de amor de todos os tempos, onde A DAMA E O VAGABUNDO figura na 95ª posição.

- Em 2001, foi preparada uma sequência de baixo orçamento, estrelando Banzé, filho dos protagonistas,.

- Lançado em VHS em 1987. Uma edição com imagem melhorada chegou em 1998. O primeiro DVD, limitado e sem extras, chegou em 2000 (1999 nos EUA). Quando o filme foi adicionado á coleção platinum, este DVD foi colocado em moratória, retornando ao catálogo em 2006, numa edição dupla e com som e imagem totalmente restaurados.

GALERIA DE IMAGENS DE A DAMA E O VAGABUNDO



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